Costa Vicentina e Algarve: roteiro de final de semana

O caminho entre a Costa Vicentina e o Algarve é cenário de roadtrip. E se tem uma coisa que nós amamos é colocar o pé na estrada. No início do outono, quando a temperatura já está mais amena, nos aventuramos durante um final de semana pela Costa Vicentina até o Algarve, sempre por dentro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A viagem é muito tranquila, com estradas ótimas e com vistas de tirar o fôlego. Confira o roteiro completo de dois dias!

trajeto alentejo-algarve


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DIA 1: Costa Vicentina

Começamos nossa roadtrip por Sines, uma cidade portuária do litoral Alentejano, famosa pela praia com as águas mais quentes do país.

A cidade de Sines é bem pequena, e a principal atração é o castelo medieval, construído no século XV. A entrada é gratuita!

vista do castelo da cidade de sines portugal
Vista do Castelo de Sines

Vale a pena caminhar pela cidade acolhedora e subir no castelo. Reserve duas horas da manhã para passear com calma e contemplar a arquitetura das casas brancas e azul.

vila de sines com vista para o mar e castelo
Vila de Sines, com a tradicional arquitetura azul e branca

De Sines dirigimos cerca de 10 minutos até São Torpes, a famosa praia de águas quentes – e uma das primeiras praias da Costa Vicentina. A temperatura da água pode chegar a até 30 graus, tudo porque a praia está situada junto à central termelétrica da cidade. Entretanto, só é possível sentir a alta temperatura quando a maré estiver baixa – o que não foi o nosso caso.

S. Torpes fica na ponta norte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que tem 110 km de extensão.

praia de S. Torpes, a praia de água quente localizada em SInes
S. Torpes: a famosa praia de água quente

ONDE COMER: Restaurante Trinca Espinhas

O restaurante fica bem no início da praia, em frente a um estacionamento enorme. É bem fácil de achar. Os pratos vieram bem servidos (o primeiro não deu nem tempo de tirar foto porque a fome era muita!). Pedimos um choco frito, “parente” da lula e prato típico português, e o cheesecake foi o melhor que comemos aqui em Portugal.

Após o almoço, seguimos por dentro do Parque Natural Alentejano em direção ao Algarve. A estrada é de chão, mas o acesso é muito tranquilo. Sem contar que a vista é esta:

parque natural alentejano com pedras e ondas no pôr-do-sol
Vista da estrada do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Passamos pela Praia da Pelengana, do Morgavel, da Vieirinha, da Oliveirinha, Praia da Foz, até chegar a Praia do Porto Covo – uma das mais famosas da localidade.

Quem quiser acampar, há um parque de campismo ao lado, na Ilha do Pessegueiro. Mas o que a maioria dos viajantes fazem é estacionar no acostamento (que tem bastante espaço) e se instalar por ali. Muitos viajam em trailers, mas outros dormem no carro mesmo (como nós!). É tranquilo, seguro e a vista é a melhor possível.

silhueta no pôr-do-sol no parque natural alentejano
Pôr-do-sol no Parque Natural

DIA 2: Rumo ao Algarve

No segundo dia descemos em direção à Carrapateira, um local ainda não (tão) descoberto pelo turismo e tomada trailers de famílias e surfistas. A principal praia é a do Amado.

imagem da praia da carrapateira em portugal
Praia da Carrapateira

Optamos por não descer em todas as praias e aproveitar mais o caminho entre elas. A cada 10 minutos há uma prainha nova, uma descida, um monte, uma vista. Mas, claro, quem quiser pode passar menos tempo na estrada, afinal, leva-se aproximadamente 2h para atravessar a Costa Vicentina de uma ponta à outra.

Algumas praias que não paramos, mas que você deve incluir no roteiro: Praia do Cavalo, Zambujeira do Mar e Monte-Clérigo.

Seguimos viagem por dentro do Parque até Vila do Bispo, uma aldeia bem pequenina com mil habitantes. Sagres, nosso próximo destino, pertence à vila e fica há 10 minutos de distância. Chegamos ao Algarve!

casas da vila do bispo ao anoitecer
Vila do Bispo ao anoitecer

O principal ponto turístico de Sagres é a Fortaleza, construída no século XV a mando de Infante D.Henrique. A fortificação foi local estratégico de guerra marítima durante séculos e considerada o “fim do mundo conhecido e início das tormentas“. Vale a pena reservar algumas horas, pois a construção é realmente grande.

vista
Vista da Fortaleza de Sagres

Ingresso: 3€ (50% de desconto para estudantes e idosos)

Horário de abertura ao público:

  • Verão: maio a setembro — das 9h30 às 20h
  • Inverno: outubro a abril — das 9h30 às 17h30

A entrada é permitida até 30 minutos antes do encerramento.

Feriados de 1 de janeiro, 22 de janeiro (feriado municipal), domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro a Fortaleza está fechada.


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Após visitar a Fortaleza, decidimos procurar um lugar para nossa “casa”: um estacionamento nos fundos de um prédio, onde não pegava vento e não era preciso pagar. Luxo! Seguimos caminho de volta no dia seguinte de manhã, já planejando a próxima viagem!

 

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